Embrioquímica
Triagem Neonatal
Desde a década de 60, a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza a importância dos programas populacionais de Triagem Neonatal – para a prevenção de deficiência mental e agravos à saúde do recém-nascido – e recomenda sua implementação, especialmente nos países em desenvolvimento.
Segundo estimativa da OMS, 10% da população brasileira é portadora de algum tipo de deficiência e, dentre elas a deficiência mental representa um sério problema de Saúde Pública.
A Triagem Neonatal – Teste do Pezinho – foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) no ano de 1992 (Portaria GM/MS n.º 22, de 15 de Janeiro de 1992) com uma legislação que determinava a obrigatoriedade do teste em todos os recém-nascidos vivos e incluía a avaliação para Fenilcetonúria e Hipotireoidismo Congênito. O procedimento foi então incluído na tabela SIA/SUS na seção de Patologia Clínica, podendo ser cobrado por todos os laboratórios credenciados que realizassem o procedimento.
No ano de 2001, o Ministério da Saúde, através da Secretaria de Assistência à Saúde, empenhou-se na reavaliação da Triagem Neonatal no SUS, o que culminou na publicação da portaria ministerial (Portaria GM/MS n.º 822, de 6 de junho de 2001) que criou o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN).
Dentre os principais objetivos do programa, destacam-se a ampliação da gama de patologias triadas (Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Anemia Falciforme e outras Hemoglobinopatias e Fibrose Cística), busca da cobertura de 100% dos nascidos vivos e a definição de uma abordagem mais ampla da questão, determinando que o processo de Triagem Neonatal envolva várias etapas como: a realização do exame laboratorial, a busca ativa dos casos suspeitos, a confirmação diagnóstica, o tratamento e o acompanhamento multidisciplinar especializado dos pacientes. Dessa forma, o PNTN cria o mecanismo para que seja alcançada a meta principal, que é a prevenção e redução da morbimortalidade provocada pelas patologias triadas.
O processo do PNTN envolve as estruturas públicas nos três níveis de governo, municipal, estadual e federal proporcionando uma mobilização ampla em torno das ações relacionadas à Triagem Neonatal como um programa de Saúde Pública em nosso País.
Sabendo disso, podemos afirmar que o Brasil cumpre as normas afirmadas pela Organização Mundial de Saúde? Quais são os principais pontos que devemos melhorar? E como proceder para essa mudança?
A triagem neonatal consiste em três testes: teste do pezinho, teste da orelhinha e teste do coração. No primeiro, há análise do sangue coletado no pé para determinação de doenças. No segundo, há a busca de problemas na audição através da observação da resposta do ouvido à estímulos. Na terceira, há a busca de cardiopatias congênitas. Tudo isso ajuda a diminuir a mortalidade para os pacientes em questão.
ResponderExcluirfontes: http://www.pediatradigital.com.br/recem-nascido/dicas/triagem-neonatal-teste-do-pezinho-orelhinha-e-coracaozinho/
Além desses testes adotados na triagem neonatal, ultimamente, fala-se muito sobre o teste da linguinha. A partir de 2015, todas maternidades e hospitais do país serão obrigados por lei a realizar o Teste da Linguinha em bebês recém nascidos (nas primeiras 24 horas). A realização do teste da linguinha é de extrema importância para o desenvolvimento da criança, pois através desse exame poderá se detectar eventuais problemas de fala, como a "língua presa" . O exame consiste em verificar se existe alteração no frênulo (conhecido como freio), que é a membrana que liga a parte inferior da língua ao assoalho (ou a base, como preferir) da boca. Caso seja detectada a "língua presa", um pequeno corte na membrana é realizado.
ResponderExcluirFonte: http://guiadobebe.uol.com.br/teste-da-linguinha-vira-obrigatorio-e-seu-bebe-vai-ganhar-muito-com-isso/
A triagem neonatal (TN) é um dos vários programas de triagem populacional existentes.
ResponderExcluirAtualmente, é empregada tanto para o diagnóstico precoce (no período neonatal, ou seja , entre 0 a 28 dias de vida) de doenças genéticas– geralmente erros inatos do metabolismo–quanto de doenças infecciosas. Neste tipo de triagem: os testes (qualitativos, semiquantitativos ou quantitativos) são realizados em amostras de sangue colhidas em papel filtro preferencialmente entre o 3º e o 7º dias de vida do recém-nascido (1ª amostra); os resultados alterados são confirmados através de testes mais específicos (em sua maioria quantitativos), preferencialmente realizados em amostras de soro, sangue total ou urina (2ª amostra); os casos confirmados são encaminhados para tratamento específico e/ou investigações adicionais em serviços de referência.
A língua do bebê faz um super trabalho de sucção e deglutição para tirar o leite do peito da mãe. E esse processo pode ser dificultado caso o pequeno tenha língua presa.Outra: os problemas de sucção podem levar o bebê a ser desmamado antes do tempo certo.Bebês com alteração no frênulo têm um número menor de sucção e um tempo maior de amamentação, algo em torno de oito a dez segundos. O normal é que essa pausa seja de quatro segundos e que a criança tenha uma quantidade maior de sucção.
ResponderExcluirhttp://guiadobebe.uol.com.br/
Com o intuito de aprimorar esse tipo de triagem, criou-se a Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal (SBTN) tem como objetivo principal reunir profissionais envolvidos com estudos e pesquisa relacionados à Triagem Neonatal no BRASIL. Visa ainda estimular e divulgar os processos diagnósticos e terapêuticos de doenças genéticas, metabólicas, endócrinas e infecciosas, que possam prejudicar o desenvolvimento somático, neurológico ou psíquico do recém nascido
ResponderExcluirA História da Triagem Neonatal no Mundo se iniciou em 1961, quando o Prof. Robert Guthrie (EUA) desenvolveu a primeira metodologia para dosagem de fenilalanina em amostras de sangue seco colhido em papel-filtro. Isso foi importante para o exame de fenilcetonúria, um dos inclusos no "teste do pezinho". Essa doença é causada pela falta de uma enzima que transforma a fenilalanina - um aminoácido presente em todas as proteínas - em tirosina. Ocorre o acúmulo de fenilalanina - que poderá afetar o cérebro e levar à deficiência mental. O nome da doença deve-se ao fato de haver eliminação excessiva de fenilalanina na urina, que fica com um odor semelhante ao do mofo. As crianças nascem normais mas à medida que recebem alimentos ricos em fenilalanina, passam a acumulá-la no corpo sem conseguir metabolizá-la. A frequência dessa doença é de 1 caso em cada 10.000 recém-nascidos.
ResponderExcluirFonte: http://www.einstein.br/einstein-saude/gravidez-e-bebe/Paginas/teste-do-pezinho.aspx
A triagem neonatal constitui-se de métodos para detecção precoce de doenças nos recém-nascidos. Além do teste do pezinho, podem ser realizados também o teste da orelhinha e do coraçãozinho.
ResponderExcluirTeste da orelhinha: Tecnicamente chamado de teste de emissão otoacústica. Sua função é detectar deficiência auditiva. É feito com equipamento especial que emite sons e verifica a resposta dos ouvidos ao estímulo. É um teste indolor que algumas vezes tem que ser repetido ou complementado. É realizado por um fonoaudiólogo e sua realização se o exame for normal assegura a mãe que o bebê não apresenta deficiência auditiva ao nascer e não por toda a vida. Não é fornecido pelo governo em todos os estados brasileiros, atualmente, alguns disponibilizam. A mãe deve procurar no seu estado se o mesmo é o não realizado gratuitamente. Em maternidades particulares ele pode ser realizado logo no segundo dia de nascimento.
Teste do olhinho: É a verificação da coloração naturalmente vermelha do fundo do olho do recém-nascido. É um teste rápido que pode ser realizado pelo pediatra na própria maternidade, só necessita-se de um aparelho oftálmico que está presente em todas as maternidades públicas e privadas. Por vezes há necessidade que seja repetido por um especialista em caso de exame duvidoso. Sua função é detectar doenças oculares, como a catarata congênita e o retinoblastoma (tipo de tumor ocular), este exame não garante que a criança seja cega.
Teste do coração: É uma nova proposta de triagem neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria, para a detecção de cardiopatias congênitas. Através de um equipamento especial, o oxímetro de pulso e de forma indolor é estimada a concentração de oxigênio no sangue. Alterações podem sugerir doenças cardíacas. Deve ser realizado ainda na maternidade pelo pediatra.
Fonte: http://www.pediatradigital.com.br/recem-nascido/dicas/triagem-neonatal-teste-do-pezinho-orelhinha-e-coracaozinho/