terça-feira, 7 de outubro de 2014

Embrioquímica

Introdução

      embriologia é a ciência que trabalha a formação dos órgãos e sistemas de um animal, a partir de uma célula . Faz parte da biologia do desenvolvimento. O desenvolvimento humano é um processo contínuo que se incia quando um ovócito (óvulo) de uma fêmea é fecundado por um espermatozoide de um macho. A divisão celular, migração celular, a morte celular programada, a diferenciação, o crescimento e o rearranjo celular transformam o ovócito fecundado, o zigoto, uma célula altamente especializada e totipotente, em um organismo humano multicelular. Embora a maior parte das mudanças no desenvolvimento se realizem durante os períodos embrionários e fetais, ocorrem mudanças importantes nos períodos posteriores do desenvolvimento: infância, adolescência e início da idade adulta. O desenvolvimento não termina ao nascimento. Depois dele, ocorrem mudanças importantes além do crescimento.
      


      A bioquímica é uma ciência que tem fundamental importância no estudo da embriologia. Isso, porque ela é capaz de analisar minuciosamente as mudanças bioquímicas que ocorrem com  a gestante e com o bebê durante o processo embriológico. Ela é capaz de analisar os riscos que uma mãe fumante ou alcoólatra pode trazer pro seu filho. Pode fazer uma análise das causas, sintomas e possíveis tratamentos da gravidez ectópica. Além disso, podemos analisar exames de gravidez, casos de eritroblastose fetal, eclâmpsia, distúrbios e sintomas neurológicos durante a gravidez... etc.
     Ao longo das postagens, discutiremos e analisaremos cada um dos tópicos supracitados. A bioquímica servirá como a base para a compreensão de estudos embriológicos daqui pra frente! 





8 comentários:

  1. O conhecimento bioquímico de problemas embrionários ajuda a medicina a desenvolver técnicas para aumentar as chances de uma gravidez e nascimento bem sucedidos. Tendo em vista isso, o blog pode tratar de vários aspectos como foi introduzido acima. Um desses aspectos pode ser a influência de teratógenos entre a 4ª e a 8ª semana do desenvolvimento embrionário, já que essa é uma fase crítica para o desenvolvimento do embrião (formação dos principais sistemas e tecidos do organismo). Assim, um estudo desse período e como ele pode ser influenciado por teratógenos ajudaria bastante no ponto inicialmente levantado neste comentário.

    ResponderExcluir
  2. É justamente por uma mudança bioquímica no corpo das mulheres que é possível detectar gravidez em um teste caseiro. Após a fecundação e uma semana de desenvolvimento embrionário, um folheto do embrião chamado sinciciotrofoblasto, que tem propriedades erosivas a fim de se implantar no endométrio uterino, produz um hormonio chamado gonadotrofina coriônica humana( hCG), que é facilmente detectado por testes caseiros de gravidez.

    ResponderExcluir
  3. Dentre os riscos aos quais a gestante é exposta, o cigarro é capaz de provocar alterações importantes no bebê e na gestante. Dentre elas, o cigarro pode fazer com que o bebê nasça com baixo peso, tenha o crescimento retardado dentro do útero, o bebê nasça morto ou morra ainda dentro do útero, ocorra parto prematuro, ocorra complicações na placenta, a mãe fique anêmica, a mãe ganhe menos peso na gravidez ou que o bebê desenvolva malformações. Por trás da fumaça do tabaco, há a mistura de cerca de 4700 substâncias tóxicas diferentes, dentre elas, mais de 40 substâncias cancerígenas. Além de monóxido de carbono, ácido cianídrico, cádmio, nicotina e compostos aromáticos policíclicos como benzopireno, compostos esses que podem atravessar a placenta.

    ResponderExcluir
  4. A embriologia é repleta dessas questões bioquímicas. Isso é bem perceptível ao se estudar ambas disciplinas, já que, por exemplo, tantos hormônios, como a progesterona, o estrogênio e o hCG, acarretam reações químicas de extrema importância para que o desenvolvimento do embrião seja conduzido de maneira normal e sem erros. Todas as evoluções perceptíveis na morfologia do ser que está sendo gestado, seja no período embrionário ou no período fetal, são guiadas por taxas e concentrações de agente químicos. Assim como agente químicos externos, como os teratógenos, podem levar a distúrbios no desenvolvimento do embrião.

    ResponderExcluir
  5. A medicina fetal tem feito muitos avanços graças à bioquimica. Realizados sobretudo na primeira metade da gravidez, os exames pré-natais são a maneira mais segura de diagnosticar doenças genéticas, congênitas e de má-formação do feto. Com as novas tecnologias nesta área é possível detectar precocemente problemas que podem ser corrigidos ainda no útero, a partir da vigésima semana de gestação, sem grandes riscos para a mãe ou para o feto.
    Outro ponto fundamental é que esses testes reduzem a tensão e a angústia dos pais, geradas pelas incertezas em relação à saúde de seu filho, sendo essencial para a saúde da família como um todo.

    ResponderExcluir
  6. Hormônios, reações enzimáticas, aumento do nível de carboidrato e de proteínas no organismo da mãe, tudo isso são questões bioquímicas presentes nas etapas embriológicas. O metabolismo fetal é dependente do bom metabolismo materno, então a bioquimica torna-se de extrema importância para evitar futuras adversidades embriológicas, durante a gavidez.

    ResponderExcluir
  7. Um dos campos mais importantes, não só da embriologia mas do estudo do corpo humano de modo geral, é a regulação hormonal do sistema endócrino. É interessante se perguntar: como o ovário sabe que é hora de liberar o ovócito 2 no processo da ovulação? Como a parede do endométrio sabe que naquele período do ciclo menstrual ela deve se tornar mais espessa para receber o blastocisto? Tudo se resume a uma questão de biossinalização: sinais químicos liberados que são interpretados por diferentes células de diferentes maneiras, provocando diferentes reações. Esses processos podem ser explicados através da bioquímica. Eis aí uma importante relação entre os dois campos a ser explorada em seu blog.

    ResponderExcluir
  8. Levando em consideração a grande mudança ocorrida no papel da mulher dentro da sociedade nas últimas décadas, o consumo de drogas, álcool e tabaco durante a gestação apresentam-se como um problema crescente nos mais diferentes níveis sociais, principalmente sobre o feto. Aliar os conhecimentos da bioquímica ao estudo do desenvolvimento do embrião pode ajudar no esclarecimento dos efeitos de drogas no organismo do concepto.

    ResponderExcluir