terça-feira, 21 de outubro de 2014

Embrioquímica

Eritroblastose Fetal


            A eritroblastose fetal, também denominada doença de Rhesus, doença hemolítica por incompatibilidade Rh ou doença hemolítica do recém-nascido, surge quando uma mãe Rh- que já tenha gestado um filho Rh+ (ou que já tenha entrado em contato com sangue Rh+, durante uma transfusão sanguínea inadequada) dá à luz uma criança com sangue Rh+.
       Ocorre quando uma mãe de Rh- que já tenha tido uma criança com Rh+ (ou que tenha tido contacto com sangue Rh+, numa transfusão de sangue que não tenha respeitado as regras devidas) dá à luz uma criança com Rh+. Depois do primeiro parto, ou da transfusão acidental, o sangue da mãe entra em contacto com o sangue do feto e cria anticorpos contra os antígenos presentes nas hemácias caracterizadas pelo Rh+
      Durante a segunda gravidez, esses anticorpos podem atravessar a placenta e provocar a hemólise do sangue da segunda criança. Esta reação nem sempre ocorre e é menos provável se a criança tiver os antigénos A ou B e a mãe não os tiver. Os anticorpos anti-Rh não existem naturalmente no sangue das pessoas, sendo fabricados apenas por indivíduos Rh-, quando estes recebem transfusões de sangue Rh+.Pessoas Rh+ nunca produzem anticorpos anti-Rh, pois se o fizessem provocariam a destruição de suas próprias hemácias




       No passado, a incompatibilidade podia resultar na morte da mãe ou do feto, sendo, também, uma causa importante de incapacidade a longo prazo - incluindo danos cerebrais e insuficiência hepática. A situação era tratada através da transfusão do sangue do bebê, caso este sobrevivesse, logo após o nascimento ou, mais raramente (e com alguma controvérsia) através de terapia fetal, como em 1963 - altura em que se realizou a primeira transfusão de sangue a um feto, em Salvador-Bahia
       Hoje, com 50 anos Raimundo é um adulto saudável, locutor de rádio. A transfusão foi um sucesso, apesar de a prática já não ser mais comum. Hoje pode-se tratar com alguns antissoros anti-Rh(+) (MatherganPartogamaRhophylac ou RhoGAM - esta última também designada por imunoglobulina anti-D, em referência ao antigénio D, o mais importante antigénio do factor Rh). Nesse caso, sempre que uma mãe tenha sangue RhD negativo (o D refere-se especificamente ao antigénio D - não aparece nas habituais análises para determinação do grupo sanguíneo), é importante saber o tipo sanguineo do pai. 



8 comentários:

  1. Um fato importante sobre a eritroblastose fetal é que ela pode provocar o aparecimento da doença kernicterus. Essa doença é causada pela impregnação de bilirrubina nas regiões do cérebro em contato com concentrações altas de bilirrubina não conjugada. A bilirrubina é produzida através da quebra do grupo heme das hemácias. Portanto, a eritroblastose fetal, em que há hemólise, pode aumentar o metabolismo do grupo heme, aumentando a concentração de bilirrubina no feto e provocando a doença kernicterus.
    fontes: http://www.misodor.com/DHPN.html
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Bilirrubina

    ResponderExcluir
  2. Importante também entendermos como é possível evitar a presença dos anticorpos anti-Rh. Se a paciente produzir os anticorpos uma vez, eles permanecerão para sempre no sangue, por isso é importante evitar que eles sejam produzidos. Felizmente é possível fazer isso com uma substância chamada imunoglobulina anti-D, que é dada na forma de injeção muscular, normalmente na coxa. Essa espécie de vacina age destruindo rapidamente qualquer célula do bebê que esteja na sua circulação, antes que a mãe comece a produzir anticorpos. Isso significa que ela não terá anticorpos que possam causar a eritroblastose fetal, nem nesta gravidez nem nas posteriores. A vacina anti-D vem sendo usada há muitos anos, e pode ser aplicada sempre que houver alguma possibilidade de sensibilização. Se a gestante já possui os anticorpos (o que pode ser verificado num exame de sangue), não receberá a vacina, porque ela só tem utilidade para evitar a fabricação de anticorpos, não destrói os que já existam.

    Fonte: http://brasil.babycenter.com/a1500561/o-que-%C3%A9-o-fator-rh-e-como-ele-afeta-minha-gravidez#ixzz3GzMUSH7X

    ResponderExcluir
  3. A Eritroblastose Fetal é um dos grandes motivos pelos quais o acompanhamento pré-natal é fundamental. Estatísticas mostram que o número de mortes pela doença é consideravelmente maior em países subdesenvolvidos, por ausência desses cuidados pré-natais. Por isso, é essencial que o médico obstetra tenha em mente que, fazendo análise do tipo sanguíneo materno e paterno (pra identificar a probabilidade do filho ser Rh+) ele pode evitar a imunização da mãe e salvar a vida de futuros filhos.
    Fonte: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9848694

    ResponderExcluir
  4. É necessário que toda mãe saiba sua tipagem sanguínea e tenha conhecimento sobre a doença e também da tipagem sanguínea do pai da criança para evitar essa doença hemolítica do recém-nascido. A prevenção é o melhor tratamento para a doença hemolítica por incompatibilidade de RH e deve começar antes mesmo de a mulher engravidar. No entanto, se o bebê nascer com a doença, a primeira medida terapêutica é substituir seu sangue por meio de transfusão de sangue negativo, que não será destruído pelos anticorpos anti-Rh da mãe que passaram ao filho através da placenta. Como vivem cerca de três meses, as hemácias transferidas serão substituídas aos poucos pelas do bebê cujo fator Rh é positivo. Quando isso ocorrer por completo, não haverá mais anticorpos anti-Rh da mãe na circulação do filho.
    Fonte: http://drauziovarella.com.br/mulher-2/gravidez/incompatibilidade-sanguinea/

    ResponderExcluir
  5. Antes do nascimento, as opções de tratamento incluem a transfusão intrauterina ou indução precoce do trabalho de parto quando a maturidade pulmonar foi atingido, o sofrimento fetal está presente, ou 35 a 37 semanas de gestação se passaram. A mãe pode também submeter-se a troca de plasma para reduzir os níveis circulantes de anticorpos por tanto quanto 75%.

    Após o nascimento, o tratamento depende da gravidade da doença, mas pode incluir a estabilização da temperatura e monitoramento, fototerapia, transfusão com sangue vermelho embalado compatível, transfusão de troca com um tipo sanguíneo compatível com bebê e sua mãe, bicarbonato de sódio para correção da acidose e/ou ventilação assistida.

    Referência: http://emedicine.medscape.com/article/974349-overview

    ResponderExcluir
  6. assim como a doença hemolítica por incompatibilidade de Rh varia de leve à grave, os sintomas também variam bastante. Os sintomas vão desde anemia e icterícia leves à deficiência mental, surdez, paralisia cerebral, edema generalizado, fígado e baço aumentados, icterícia, anemia graves e morte durante a gestação ou após o parto.Recém-nascido portador da enfermidade tem uma cor amarelada, porque a hemoglobina das hemácias destruídas é convertida em bilirrubina pelo fígado e seu acúmulo provoca um quadro de icterícia na criança.

    ResponderExcluir
  7. Para prevenir a ocorrência da eritroblastose fetal numa segunda gestação, quando a mãe é Rh- e o parceiro desta é Rh+, recomenda-se a administração endovenosa de gamaglobulina anti-Rh, por conseguinte ao nascimento do primeiro bebê Rh+. Essa substância irá causar o bloqueio do processo que sintetiza anticorpos contra o sangue Rh+ do feto. A mãe recebe uma dose passiva temporária de anticorpos que eliminam as encontradas na corrente sanguínea que sejam Rh+, impossibilitando, deste modo, que a mãe produza anticorpos permanentes.
    Fonte: www.infoescola.com/doencas/eritroblastose-fetal/

    ResponderExcluir